Nem sempre o colesterol é algo ruim e pode até salvar vidas

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“No nosso mundo moderno, colesterol tornou-se quase um palavrão, mas será que ele é algo tão ruim assim? A resposta é: depende”. É o que afirma Paulo Lessa, médico e proprietário do Instituto Lessa, ao esclarecer que o colesterol é essencial para que o nosso sistema imunológico funcione adequadamente. Experimentos com animais e estudos com humanos têm demonstrado que as células do sistema imune dependem do colesterol para combater infecções e se autorregenerarem após a batalha. Indivíduos com baixo colesterol no sangue ficam propensos a diversas infecções, sofrem mais tempo com elas e têm mais chance de morrer disso.

Uma dieta alimentar rica em colesterol tem demonstrado melhorar a capacidade dessas pessoas de se recuperar de infecções. Assim, quem estiver sofrendo de infecção aguda ou crônica deve ingerir alimentos ricos em colesterol para se recuperar. O óleo de fígado de bacalhau, a maior fonte de colesterol (depois do caviar), há muito tempo vem sendo usado como um ótimo estimulador para o sistema imunológico”, declara o médico.

O cérebro humano é particularmente rico em colesterol – cerca de 25% de todo o colesterol do nosso organismo se encontra no cérebro. “Cada célula e cada estrutura do cérebro e do resto do nosso sistema nervoso precisa do colesterol, não apenas para sua própria constituição, mas também para realizar suas múltiplas funções”, conta Dr. Paulo.

Segundo ele, o nosso organismo é formado por bilhões de células. Praticamente todas as células produzem colesterol continuamente, durante toda a nossa vida. Mas você sabe o por quê? “Cada célula, de cada órgão, tem colesterol como parte da sua estrutura. O colesterol é parte integral e muito importante da membrana celular, a membrana que envolve nossas células, e também das membranas das organelas, no interior das células”, explica o médico.

Diferentes espécies de células no nosso organismo precisam de diferentes quantidades de colesterol, dependendo de suas funções e finalidades. Se a célula for parte de uma barreira protetora, por exemplo, ela conterá muito colesterol, para torná-la robusta e resistente a qualquer invasão. “Caso a célula, ou organela dentro da célula, precise ser macia e fluida, ela conterá menos colesterol na sua estrutura”.

Ele ainda destaca que 20% da mielina é colesterol. Se começamos a interferir na capacidade do organismo de produzir colesterol, pomos em risco a própria estrutura do cérebro e do restante do sistema nervoso. “A síntese da mielina no cérebro está intimamente ligada à síntese do colesterol! Lembrando que ela dá alimento e proteção para todas as minúsculas estruturas do nosso cérebro e o restante do sistema nervoso”, enfatiza o médico.

Para que mais nosso o organismo precisa de tanto colesterol?

Depois do cérebro, os órgãos mais ávidos por colesterol são as nossas glândulas endócrinas: as supra-renais e as glândulas sexuais. Elas produzem os hormônios esteroides. “Os hormônios esteroides do organismo são produzidos a partir do colesterol: testosterona, progesterona, pregnenolona, androsterona, estrona, estradiol, corticosterona, aldosterona e outros”.

Esses hormônios realizam uma gama de funções no corpo humano, desde a regulagem do nosso metabolismo, produção de energia, assimilação de minerais, a formação do cérebro, músculos e ossos, até nosso comportamento, emoções e reprodução.

Diante inúmeros estudos, percebemos hoje que o colesterol é uma das substâncias mais importantes do organismo. Não podemos viver sem ele, e muito menos funcionar bem sem ele. “Nunca deixe de procurar um médico que entenda do assunto e que realmente vai te ajudar de forma segura a regular seus níveis de colesterol, fazendo com que ele deixe de ser um vilão em sua vida e se torne um verdadeiro aliado”, finaliza Dr. Paulo Lessa.

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